29 junho 2015

Manipulação

As estratégias e as técnicas dos donos do mundo para a manipulação da opinião pública e da sociedade.

1. A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO

O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes.

A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.

“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais” (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”.)

2. CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES

Este método também é chamado “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar uma certa reacção no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A ESTRATÉGIA DA DEGRADAÇÃO

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em “degradado”, sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas têm sido impostas desde 1980. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, salários que já não asseguram subsistência, mudanças que provocariam uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.

4. A ESTRATÉGIA DO DIFERIDO

Uma outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregue imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Enfim, isto dá mais tempo ao público para se acostumar à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chega o momento.

Um exemplo recente: a passagem para o Euro e a perca da soberania monetária e económica aceites pelos países Europeus em 1994-1995 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais da ALCA (o FTAA) que os Estados Unidos impuseram desde 2001 aos países de todo o continente americano (Central e Sul da América) apesar das reticências, concedendo uma aplicação e vigência diferida para 2005.

5. DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE TENRA IDADE

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e uma entoação particularmente infantil, muitas vezes próximos da debilidade, como se o espectador fosse uma criança de tenra idade ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar o espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante.

Porquê?

“Se se dirige a uma pessoa como se tivesse a idade de 12 anos então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a ter uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos de idade”.

(ver “armas silenciosas para guerras tranquilas”)

6. UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional e, por fim, ao sentido crítico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, e induzir comportamentos.

7. MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE

Fazer como se o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controlo e a sua escravidão.

“A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma a que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e superiores permaneça impossível de ultrapassar” (ver “armas silenciosas para guerras tranquilas”)

8. PROMOVER A COMPLACÊNCIA NA MEDIOCRIDADE

Promover o público a achar “cool” pelo facto de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. REFORÇAR A REVOLTA PELA CULPABILIDADE

Fazer o individuo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, de suas capacidades, ou dos seus esforços. Assim, em vez de se revoltar contra o sistema económico, o individuo culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!

10. CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM

Nos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicológica. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema exerce um controlo maior sobre os indivíduos.

in http://www.cuidardoser.com.br/estrategias-da-manipulacao.htm

1 comentário:

Meriel disse...

Noc,
Tremendamente útil esta divulgação! Pode ser que os cordeiros acordem antes da chegada ao matadouro.
E obrigada por ressuscitares os nossos blogs.