29 julho 2015

To JHHT

I know you think that I shouldn't still love you,
Or tell you that.
But if I didn't say it, well I'd still have felt it
Where's the sense in that?

I promise I'm not trying to make your life harder
Or return to where we were

But I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

I know I left too much mess and destruction
To come back again
And I caused nothing but trouble
I understand if you can't talk to me again

And if you live by the rules of "it's over"
Then I'm sure that that makes sense

I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

And when we meet
Which I'm sure we will
All that was there
Will be there still
I'll let it pass
And hold my tongue
And you will think
That I've moved on....

I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

I will go down with this ship
And I won't put my hands up and surrender
There will be no white flag above my door
I'm in love and always will be

DIDO "White Flag"

16 julho 2015

"Drink" - Alestorm

Eis uma das mais profundas, filosóficas e belas letras com que me deparei nos últimos tempos!
Em resumo, o meu hino favorito da actualidade.

"Drink" - Alestorm

Oy You Give me some beer!

Piracy's a crime and crime doesn't pay
And we go home poor at the end of the day
But I'd rather live my life in rags
Than be taped to a desk with a wife as a hag
We live each day like there's nothing to lose
But a man has needs and the need is booze
They say all the best things in life are free
So give all your beer and your rum to me!

We are here to drink your beer
And steal your rum at a point of a gun
Your alcohol to us will fall
Cause we are here to drink your beer
We are here to drink your beer
And steal your rum at a point of a gun
Your alcohol to us will fall
Cause we are here to drink your beer

Drink! [x15]

We've travelled all the seas for wenches and mead
And told great tales of the huntmasters' deeds
The quest for a drum of the famous ol' spiced
Has shown us the wrath of leviathans might
We went back through time to get more rum
Though we end up shipwrecked having no fun
But heavy metal pirates we must be
So give all your beer and your rum to me!

We are here to drink your beer
And steal your rum at a point of a gun
Your alcohol to us will fall
Cause we are here to drink your beer
We are here to drink your beer
And steal your rum at a point of a gun
Your alcohol to us will fall
Cause we are here to drink your beer

[Instrumental]

We are here to drink your beer
And steal your rum at a point of a gun
Your alcohol to us will fall
Cause we are here to drink your beer
We are here to drink your beer
And steal your rum at a point of a gun
Your alcohol to us will fall
Cause we are here to drink your beer

Drink! [x8]

29 junho 2015

Manipulação

As estratégias e as técnicas dos donos do mundo para a manipulação da opinião pública e da sociedade.

1. A ESTRATÉGIA DA DISTRACÇÃO

O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distracções e de informações insignificantes.

A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética.

“Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais” (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”.)

2. CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES

Este método também é chamado “problema-reacção-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar uma certa reacção no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A ESTRATÉGIA DA DEGRADAÇÃO

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, é suficiente aplicar progressivamente, em “degradado”, sobre uma duração de 10 anos. É dessa maneira que condições socioeconómicas radicalmente novas têm sido impostas desde 1980. Desemprego em massa, precariedade, flexibilidade, salários que já não asseguram subsistência, mudanças que provocariam uma revolução se tivessem sido aplicadas de forma brusca.

4. A ESTRATÉGIA DO DIFERIDO

Uma outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública no momento para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregue imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Enfim, isto dá mais tempo ao público para se acostumar à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chega o momento.

Um exemplo recente: a passagem para o Euro e a perca da soberania monetária e económica aceites pelos países Europeus em 1994-1995 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais da ALCA (o FTAA) que os Estados Unidos impuseram desde 2001 aos países de todo o continente americano (Central e Sul da América) apesar das reticências, concedendo uma aplicação e vigência diferida para 2005.

5. DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE TENRA IDADE

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza um discurso, argumentos, personagens e uma entoação particularmente infantil, muitas vezes próximos da debilidade, como se o espectador fosse uma criança de tenra idade ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar o espectador, mais se tende a adoptar um tom infantilizante.

Porquê?

“Se se dirige a uma pessoa como se tivesse a idade de 12 anos então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a ter uma resposta ou reacção também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos de idade”.

(ver “armas silenciosas para guerras tranquilas”)

6. UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional e, por fim, ao sentido crítico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, e induzir comportamentos.

7. MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE

Fazer como se o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controlo e a sua escravidão.

“A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma a que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores e superiores permaneça impossível de ultrapassar” (ver “armas silenciosas para guerras tranquilas”)

8. PROMOVER A COMPLACÊNCIA NA MEDIOCRIDADE

Promover o público a achar “cool” pelo facto de ser estúpido, vulgar e inculto.

9. REFORÇAR A REVOLTA PELA CULPABILIDADE

Fazer o individuo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência da sua inteligência, de suas capacidades, ou dos seus esforços. Assim, em vez de se revoltar contra o sistema económico, o individuo culpabiliza-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!

10. CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM

Nos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicológica. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema exerce um controlo maior sobre os indivíduos.

in http://www.cuidardoser.com.br/estrategias-da-manipulacao.htm

16 março 2012

Essência

Hoje choquei de frente com a minha realidade.
Eu sei que dizer que já não sou uma moça jovem, é um eufemismo, mas ainda não abarcara a realidade do meu aspecto actual.
Devo ter entrado numa perfumaria aí umas três vezes na minha vida. Como não sou consumidora dos produtos que lá se vendem, essa visitas foram fruto da necessidade de comprar uma prenda mais especial.
Hoje fui a uma perfumaria comprar a prenda para o Dia do Pai. E, tendo a vendedora, uma moça bastante simpática, entabulando conversa comigo, expliquei-lhe que não costumo comprar perfumes porque não uso, nem nunca usei perfume. Ela pergunta porquê e eu respondo que não gosto do cheiro resultante do contacto dos perfumes com a minha pele, que é sempre o mesmo: o daqueles perfumes que nos idos anos 70 iam comprar a Badajoz. Aí ela, qual anjo redentor, diz-me que me vai oferecer uma amostra de um perfume que “é a minha cara”, que tem uma grande “envolvência” e que eu vou “adorar”.
Lá venho eu com a amostra e, temerária, coloco um pouco no pulso.
E a que cheirava aquilo? Não sei porque que artes ou recurso a tecnologias de ponta, conseguiram juntar as essências do seguinte:
- Pó talco
- Água de Rosas
- Naftalina
- Fraldas para incontinentes
É este o perfume certo para mim! Devia chamar-se “Essência de Lar de terceira Idade” ou então “Defunta 85+” que é um nome mais moderno.

26 agosto 2008

Especialização

NOTÍCIA:
Psicopatas tendem a usar colegas para subir na carreira profissional
Prejudicam trabalhadores e utilizam-nos para progredir nas empresas
Um psicopata não criminoso tem, ao contrário dos que cometem acções punidas pela justiça, características que lhe permitem "uma rápida escalada de poder em algumas profissões", disse ao DN Catarina Iria, membro do Centro de Psicopedagogia da Universidade de Coimbra. "Prejudica os outros e utiliza-os em seu benefício para subir na empresa, eliminar a concorrência ou manter--se no poder por formas moralmente censuráveis, ainda que nunca chegue a cometer actos ilícitos", explicou esta especialista forense.
A cientista, que hoje lança o livro Psicopatas Criminosos e Não Criminosos: Uma Abordagem Neuropsicológica, em co-autoria com Fernando Barbosa, investigador do Laboratório de Psicofisiologia da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, considera, no entanto, que entre estes dois tipos de indivíduos há traços comuns de personalidade. Entre eles, a "deficiente capacidade empática, pobreza de afectos, egocentrismo, impulsividade e tendência para um comportamento anti-social".
Fonte: Diário de Notícias 11/06/2008


Esta notícia permitiu-me importantes ilações:

Tenho sido muito injusta. Afinal o chefe não é uma besta, ele é um psicopata.

Podemos ter psicopatas assassinos, violadores, laborais, etc.
Logo ser psicopata é como ser engenheiro.
Por si só não quer dizer nada.
O importante é a especialidade: civil, informático, agrónomo, mecânico, etc…

Para se ser alguém neste pais é preciso ser doente mental.

24 abril 2007

Nada

De súbito terminou aquela febre outrora incessante de copiar para o papel situações, sensações, criações e opiniões que surgiam em espiral do nada. À minha frente, apenas uma folha em branco. Minto, à minha frente estava, na realidade, uma janela do processador de texto vazia. O que era praticamente a mesma coisa.
E fiquei assim, durante uma curta eternidade (onde é que eu vou arranjar tantas expressões idiotas como esta?) à espera que me surgisse uma inspiração. Inspirei uma vez, inspirei outra vez e mesmo assim nada de inspiração.
Pensei em várias coisas que pudessem servir de ponto de partida. O amor, a vida, a natureza, o mar, a morte ou a música como exemplo para a ficção ou a poesia. Sobre a actualidade, o leque ainda era maior - desde política a futebol. Mas de uma forma ou de outra, numa altura ou noutra, já tinha escrito sobre tudo isso.
Continuei a olhar para o monitor.
Senti-me tão vazio como a janela do processador de texto.
Foi então que, após uma expiração, surgiu a inspiração.
Uma vez que já tinha escrito sobre tudo, porque não escrever sobre nada?
Agarrando-me firmemente a esta ideia, tentei dar o melhor escrevendo sobre nada.
Falhei.
A única coisa que consegui foi um pequeno texto de exactamente duzentas e vinte e nove palavras sobre a única vez em que tentei escrever sobre nada.

11 abril 2007

Contra-Ofensiva


10 abril 2007

Arte é...

Na sequência de um bastante aceso debate entre a ainda-não-engenheira-técnica, o ainda-não-engenheiro-não-técnico e o ainda-nem-licenciado-nem-engenheiro, deixo-vos com uma obra que considero verdadeiramente o resultado do clímax de uma alma artística:

Da Maravilha das Palavras
por Ragnav

Céu azul glorioso, vento fresco
Vegetais verdes, carros azuis e beiges
Putos que correm
Batatas, couves e agriões
Roulotes, cervejas e berbigões
Nada são e existem por ser
Saudade limpa das bolotas
Na serra de nuvens laranjas
No relance de um cão e das hortaliças
E no absorver expelindo o retirado
Ceifar casas pelas raízes e os aviões
Que voam no chão perto das baratas
E eu penso para comigo
“Que mundo verde!”

(publicado no Clandestinos a 20-07-2005)

Segundo o próprio, este poema foi inspirado pela não menos brilhante Synestesis. A minha interpretação, na altura também publicada, foi a seguinte:

Encontro neste texto uma maravilhosa crítica e dicionário de contrastes da sociedade dos tempos modernos: o trocadilho no futebol ("azul glorioso") - sintoma da decadência das massas - com o "vento fresco" que este traz ao fazer esquecer a crise; os "vegetais" e os "carros", natureza versus civilização poluente; a correria moderna dos executivos que nunca chegam verdadeiramente a ser pessoas adultas em contraste com a pureza grosseira dos agricultores e do público das roloutes de comida; coisas que apenas existem, sem ninguém que por elas sinta saudade após serem "servidas aos porcos" (o fim, a morte); os incêndios que dão colorido laranja ao horizonte, destruíndo quintas e animais, absorvendo tudo e deixando cinzas, arrasando casas e fazendo parecer que os aviões voam baixo, perto do pasto em chamas e dos bichos em fuga. No fim, reina a nostalgia de um mundo verde que o está a deixar de ser. Sublime!

09 abril 2007

Natal Moderno

num presépio de betão iluminado
o bebé olha em volta, preocupado
todos o deixaram abandonado
a vaca corre louca pelo prado
o burro quinou, era clonado
os reis bebem, no bar do lado
onde uma stripper canta o fado
e no sótão do casebre gelado
Maria chora porque José, coitado
após um dia sempre ocupado
a trabalhar na madeira e no gado
não consegue arrebitar, de fatigado

04 abril 2007

Post Scriptum

Post Scriptum #1: Rise Of The Knight

shred all guilt, destroy all sorrow
erase all hate, tear down shame
anihilate fear, burn down everything
and throw all you were to the flame
then from the ashes create a new self
a new deliverance to a new destiny
unfold strenght, peace and honor
fight for true love for all eternity


Post Scriptum #2: The Lame Poet

again another harsh day slips by you
while grief, sorrow, loneliness remains
until the day when two souls will collide
and free each other from all that pain
those halfs will stay forever as one
Life will begin, more colored and fun!
the days will slip by you all the same
but only sweet true Love will remain


Post Scriptum #3: Pain And Sorrow

the time has come for us to die
our throats are burning as we all cry
we live for pain as day and night
are equally showing a cancerous light
coagulating grey oceans lie
they're just awaiting our dive
mutant horizons, mutant skies
all our childs won't born alive
desecrating mother Earth
we're the sons condemned at birth
we all choke in screaming tunes
we all live in burning tombs