num presépio de betão iluminado
o bebé olha em volta, preocupado
todos o deixaram abandonado
a vaca corre louca pelo prado
o burro quinou, era clonado
os reis bebem, no bar do lado
onde uma stripper canta o fado
e no sótão do casebre gelado
Maria chora porque José, coitado
após um dia sempre ocupado
a trabalhar na madeira e no gado
não consegue arrebitar, de fatigado
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